Livros Apócrifos, o que são?

Livros Apócrifos

Paz e Graça, Pr. Altemar Oliveira com mais um estudo bíblico, hoje vou falar um pouco sobre os Chamados Livros Apócrifos, vamos lá?

Livros apócrifos, qual o significado?

Bom, na verdade, é preciso entender bem o termo “apócrifo”, isto porque os significados da palavra grega “apocrypha” nos apresentam claramente o problema que vemos nas duas concepções de sua canonicidade. Se olharmos para o grego clássico, a palavra apocrypha significava “oculto” ou “de difícil interpretação”. Porém, com o passar do tempo, o termo tomou o sentido de “esotérico” ou algo que só os iniciados podem entender; não os de fora. Na época de Jerônimo e Irineu (nos séculos III e IV), o termo apocrypha eram aplicados aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, até mesmo aqueles que foram classificados anteriormente como “pseudepígrafos”.

Desde a Reforma Protestante, a palavra tem sido utilizada para designar os escritos judaicos não-canônicos escritos no período inter testamentário. A questão que se apresenta diante de nós é a seguinte: verificar se os livros eram escondidos a fim de ser preservados, porque sua mensagem era profunda e espiritual ou porque eram espúrios e de confiabilidade duvidosa.

Os Livros Apócrifos do Antigo Testamento, Natureza e número

Existem quinze livros no Antigo Testamento chamados apócrifos (quatorze se unirmos a Epístola de Jeremias a Baruque, como está na versão católica de Douai). Com exceção de II Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente no período inter testamentário, entre Malaquias e Mateus e compreendem exatamente dois ou três séculos antes da era Cristã

Significado da palavra CÂNON e CANÔNICO (palavra de origem semítica, no hebraico “qãneh” em Ez 40.3; e no grego: “kanón” em Gl 6.16″), é comumente traduzidonas versões em português como, “regra”, “norma”, seu significado literal é vara ou instrumento de medir.
Já no sentido figurado significa Regra ou critérios que atestam a veracidade e inspiração dos livros bíblicos como a regra de fé e ação investida de autoridade divina.

A palavra PSEUDOEPÍGRAFO – Significa literalmente “falsos escritos” – Os livros apócrifos não são necessariamente escritos falsos, mas, sim não canônicos, embora, também contenham ensinos errados ou hereges.

Diferenças entre a Torah, a Bíblia Protestante e a Bíblia Católica

Principais Diferenças:
1. Torah – [a Bíblia judaica]
a) Contém apenas os 39 livros do Antigo Testamento.
b) Não aceita os 27 do Novo Testamento como inspirados, assim como rejeitou o Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos da Vulgata [versão da Igreja Católica Romana)
2. Bíblia Protestante
a) Aceita todos os 39 livros do A.T. e os 27 do N.T.
b) Rejeita todos os livros apócrifos inclusos na Vulgata, como não canônicos
3. Bíblia Católica
a) Contém os 39 livros do N.T. e os 27 do N.T.
b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico,Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.

Abaixo lista dos livros apócrifos que se encontravam na Septuaginta:

Livros Apócrifos da Septuaginta

1. III Esdras
2. IV Esdras
3. Oração de Azarias
4. Tobias
5. Adições a Ester
6. A Sabedoria de Salomão
7. Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque)
8. Baruque
9. A Carta de Jeremias
10. Os acréscimos de Daniel
11. A Oração de Manassés
12. I Macabeus
13. II Macabeus
14. Judite

Como a Igreja Romana aprovou os Livros Apócrifos

A ICAR aprovou os livros apócrifos no dia 8 de Abril de 1546 como uma maneira de tentar barrar a Reforma protestante. Nessa época os reformadores lutavam veementemente contra as doutrinas do purgatório, salvação pelas obras e oração pelos mortos.

Eles ( católicos) encontraram nos livros apócrifos base para tais doutrinas, claramente contrárias ao evangelho e então apelaram para eles aprovando-os como livros canônicos. Houve divisões dentro da própria igreja.

A primeira edição da Bíblia romana contendo os apócrifos foi impressa no ano de 1592, sob autorização do papa Clemente VIII. Os Reformadores protestantes, a principio publicaram a Bíblia com os apócrifos, apresentando-os entre o Antigo e Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas como livros bons para a leitura e de valor literário e histórico. Isto continuou até 1629.

Após o ano de 1629 as igrejas reformadas excluíram definitivamente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e, “induziram a Sociedade Bíblica Britânica, sob a pressão dos puritanos escoceses, a afirmar que não editariam Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições.” Esta foi a melhor decisão, tendo em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo e também pelo fato do que aconteceu com a Vulgata! Melhor editá-los separadamente.

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