A Reforma Protestante – Breve Resumo

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A Reforma Protestante – Breve Resumo


A Reforma Protestante – Breve Resumo

Texto atualizado em 09/02/2020

A Reforma Protestante foi o maior movimento de transformação religiosa na era moderna, o movimento rompeu a hegemonia do catolicismo romano como o detentor do Cristianismo verdadeiro no Ocidente.

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, um monge catolico fixou na porta da igreja do Castelo de Wittenberg as chamadas 95 teses que iam contra as práticas da Igreja Católica de então. Atualmente, cristãos protestantes todo mundo comemoram neste dia o “Dia da Reforma Protestante”.

A Pré-Reforma

A Pré-Reforma foi um período anterior à Reforma Protestante, e teve suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo,
Que que espalhou as bases ideológicas que Martinho Lutero tanto defenderia.

Mas a reforma tão esperada não viria sem que houvesse homens desbravadores que dessem suas vidas em sacrifício por causa de um ideal, não algo filosófico ou idealista, mas sim o desejo de que cada homem e cada mulher tenham a oportunidade de se relacionar com seu criador sem ter que passar pelo controle rígido e fraudulento da “santa igreja romana”.

O contexto político em que a Europa se encontrava na baixa idade média desenvolvia sentimentos nacionalistas em diversas regiões, ou seja, os governantes, os nobres e o povo estavam cansados de serem comandados e ter o território nacional invadido e terem terras tomadas pela igreja ou qualquer aliança politico‐religiosa, toda a política econômica e social sofria influência externa.

Esse sentimento estava presente em quase todos os grandes países da época fazendo com que se iniciasse a preparação para o que para muitos paises representava uma liberdade jamais experimentada.

O que segue são os principais nomes do início da preparação daquilo que mudaria a história da Europa e do mundo.

Os Petrobrussianos

Este movimento surgiu por volta do ano 1110 no sudoeste da França, quem liderava a igreja católica nesta época era o papa Pascoal II (1099 a 1118) que estava em guerra contra o imperador alemão Henrique IV, a qual já durava mais de quinze anos.

Os Petrobrussianos receberam este nome devido seu fundador que se chamava Pedro de Bruys o qual foi discípulo de Abelardo Pierrel teólogo e filósofo. Bruys era padre, porém tomado de indignação devido tanta imoralidade o deixou de ser e começou a pregar o evangelho genuíno de Cristo em 1104.

Sendo ajudado por Henrique de Lausane que havia sido monge, Bruys declarou guerra ao papado e os dogmas de sua igreja, esta que estava no auge de poder e depravação; combateu fortemente a prostituição e perversão do clero declarando que os ministros deveriam se casar.

Os petrobrussianos rejeitavam a missa e afirmavam que a comunhão ou santa ceia era um memorial, negando o dogma da transubstanciação que é a transformação literal do pão e do vinho na carne e no sangue de Jesus. O movimento teve seu início numa época estratégica, pois havia poucos anos que crises entre o papa de Roma e o de Constantinopla culminaram no chamado “cisma do oriente” (1054), originando a Igreja Ortodoxa de Constantinopla.

Devido a este acontecimento e problemas morais que a igreja sofria veio a fortalecer os Petrobrussianos que tiveram um bom apoio do povo e estes cresceram vastamente. Em 1126 Pedro de Bruys foi denunciado e sendo preso foi queimado vivo numa fogueira. Henrique de Lausane foi preso e condenado no Concílio de Reims, falecendo em 1148.

Os Albingenses

No princípio eram chamados de Cátaros (puros), surgiram por volta de 1167, por serem da região Langedoc (sul da França) mais precisamente da cidade de Albi receberam por volta de 1181 o nome de Albigenses.

Albi era uma cidade bastante religiosa e situada ao norte da Espanha e Itália por isso o movimento constituía a maioria no sul da França e em 1200 já havia penetrado no norte da Itália. Os Albigenses combatiam fortemente a grande imoralidade do clero; não aceitavam a submissão a Roma que era imposta a força; eram contra as peregrinações a Roma e a Jerusalém; o culto de imagens e aos santos.

Em 1208 o papa Inocêncio III organizou uma cruzada contra o movimento Albigense devido terem apoiado Anacleto que havia disputado o papado contra ele e também, dizem alguns historiadores, que foi devido o conde Raimundo VI que os apoiava, ser acusado do assassinato de Pierre de Castelnal .

Esta guerra foi conduzida por Simon Montfort que liderava 300 mil soldados e durou de 1208 a 1229. O primeiro dia de batalha foi na cidade de Beziers dia 22 de Julho de 1209, só neste dia foram mais de 60 mil mortes.

Cidades inteiras foram massacradas na caçada aos albigenses. Tudo o que pertencesse a eles era destruído inclusive mulheres e crianças, nem os templos escaparam tudo que estava pela frente era devastado.

Com a instituição da Inquisição em 1229 tudo ficou ainda mais difícil. Depois desta terrível cruzada os albigenses que sobreviveram continuaram suas atividades na cidade de Montségur, até que esta foi tomada em 1244 dando o golpe final nos albigenses.

Os Valdenses

Do sul da França, mais precisamente da cidade de Lyon, muito parecidos com os Albigenses os Valdenses tem este nome devido seu fundador Pedro Valdo; Pedro que ra um comerciante de Lyon que se converteu ao Cristianismo em 1174 e com o tempo, passou a pregá-lo para o povo sem sequer possuir o cargo de sacerdote. Também renunciou suas atividades e os bens, que repartiu entre os pobres.

Este movimento foi fundado na mesma época que os Albigenses, mais precisamente em 1176

Eles reuniam-se em casas de famílias e grutas, clandestinamente.

Pedro Valdo era um, grande pregador por isso despertou no povo o desejo de ler as Escrituras e entender o verdadeiro ensino de Cristo, ensinava que a Bíblia era a única regra de fé a ser seguida pelo homem.

Devido a falta de escritos sagrados em uma língua que o povo pudesse ler os valdenses produziram manualmente porções da Bíblia para serem distribuídas. Durante a inquisição foram praticamente exterminados, exceto nos vales alpinos onde tiveram contato com os Hussitas e os irmãos Morávios que também protestavam contra o papado, séculos depois aderiram à reforma protestante.

Após atravessarem a idade média os valdenses continuavam fortes trabalharam em pequenas comunidades agrícolas na América e Itália, hoje constituem a maior igreja evangélica italiana.

Arnaldo de Brescia

Arnaldo nasceu em Bréscia, Itália no fim do século XI também como Pedro de Bruys foi discípulo de Abelardo. Foi um grande pregador e se unindo aos Petrobrussianos e aos Albigenses promoveram grande infortúnio a Roma.

Pregou contra a corrupção do clero, que a igreja não poderia acumular bens e propriedades, pregou o retorno à simplicidade da igreja primitiva, atacou o batismo de crianças, a missa, ensinava que a relação entre o homem e Deus deveria ser direta e também lutava a favor da separação da igreja e o estado.

Arnaldo não era só um reformador religioso, mas também político, em seus discursos dizia que o governo civil pertencia ao povo. Obteve o domínio de Roma por pouco tempo, pois a mando do papa Adriano IV, Frederico Barba-roxa veio à Roma para derrotar Arnaldo.

Em 1139 após ter sido julgado como herege fugiu para a França e mais tarde para a Suíça onde foi denunciado sendo preso, enforcado e queimado em 1155 na cidade de Roma pelo papa Adriano IV.

John Wycliffe

No século XIV, o inglês John Wycliffe, considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversas questões sobre controvérsias que envolviam o cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana.

Johannes Wycliffe ou mais comumente conhecido como John Wycliffe nasceu em 1324 na Inglaterra foi educado na universidade de Oxford, onde alcançou o lugar de doutor em teologia e chefe dos conselhos que a dirigiam, em 1371 deixou a universidade para servir à coroa inglesa.

Considerado o homem de maior sabedoria e conhecimento de sua época entrou em luta contra papado em favor de uma reforma urgente na igreja, nesta mesma época (1375) era padre em uma paróquia em uma pequena cidade chamada Lutterworth, cidade esta que o admirava.

Condenava o poder papal, os frades mercadantes e todo sistema monástico; não aceitava a interferência do papa na Inglaterra esta que já vinha em discussão sobre esta intromissão constante; também não reconhecia a autoridade papal.

Uma de suas lutas era por um culto simples como na igreja primitiva numa língua nacional onde os ouvintes pudessem ter compreensão do que era dito e combatia o luxo, extravagância e frieza com que era feita a missa; escreveu contra doutrinas da igreja dentre as quais está a da transubstanciação.

Após tantas lutas o papado o condenou no concílio eclesiástico sendo obrigado a calar‐se, no entanto isso não resolveu, pois ele continuou as denúncias e trabalhou intensamente distribuindo literatura cristã.

O concílio ainda assim permitiu que voltasse à sua paróquia onde produziu o maior de seus trabalhos, a tradução do Novo Testamento do latim da vulgata para o inglês, terminando em 1380. Após o término fez cópias manuais e começou a divulga-las sendo ajudado por seus discípulos, os irmãos lolardos que se vestiam como mendigos e dependendo de esmolas pregavam o evangelho através da tradução de Wycliffe.

Os lolardos se tornaram numerosos e quando Wycliffe iniciou a tradução do velho testamento eles o ajudaram terminando no ano de sua morte, 1384.

Wycliffe defendia que o poder político deveria ficar apenas nas mãos do rei, pedia para o retorno da Igreja Católica à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas e que a igreja deveria limitar seu poder apenas às questões espirituais.

Morreu muito idoso e deixando uma herança sem valor monetário, mas de grande valor espiritual e ideológico. Seus discípulos que cresciam a cada dia foram duramente perseguidos pelo rei Henrique IV e Henrique V até serem exterminados.

Em 1382 sofreu uma embolia que não o impediu de continuar seu trabalho mesmo com dificuldade. Em 1384 foi vítima de outra embolia que lhe foi fatal.

Após trinta e um anos de sua morte no concílio de Constança foi declarado herege, seus ossos foram tirados da sepultura, queimados e suas cinzas lançadas no rio Swift numa tentativa papal em dar fim ao homem que mesmo depois de morto influenciava tantas vidas através de seus escritos.

John Huss

João Huss - Reforma ProtestanteAinda mais tarde, uma outra figura importante surgiu, era João Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como hussitas.

Pregador corajoso, suas pregações eram poderosas, condenava o clero, usa prostituições, corrupções, a venda de indulgências e ao colocar as Escrituras acima de tudo condenava a doutrina do purgatório, adoração aos santos e imagens e ao uso do latim na missa.

Devido as constantes crises econômicas na época, o povo estava cansado de ser Afligido pelas leis que eram formuladas sob influência da igreja, os impostos eram altos e por isso viram em John Huss um líder e este agiu como tal. Depois de muitas críticas ao papado e sua insistência em desafia-lo foi excomungado em 1412 pelo papa João XXIII que determinou a censura religiosa em Praga, Huss retirou-se por um tempo para um lugar ignorado pelos historiadores.

Após dois anos de exílio consentiu em comparecer no concílio de Constança (o mesmo que declarou Wycliff como herege) recebendo uma garantia de vida chamada “Salvo conduto”. No interrogatório Huss foi coagido a desmentir sua fé e renunciar seus ensinos, ele tinha convicção em sua fé e se defendeu com as Escrituras, os juizes ignoraram o salvo conduto dizendo que “não se deve ser fiel com um herege”.

Huss foi executado em 1415 – ao ser queimado vivo, seu último ato foi entoar o “cântico de Davi” Jesus filho de Davi tem misericórdia de mim]

Na sua morte profetizou: “ podem matar o ganso, mas daqui a 100 anos Deus suscitará um cisne que não poderão queimar. (Isso foi 102 anos antes de Martinho Lutero apregoar na igreja de Wittenberg as 95 teses, que deu início a Grande Reforma Protestante.

Os seguidores de Huss revoltados com sua morte se organizaram e iniciaram uma guerra em prol da independência da Boêmia.

Derrotaram o imperador alemão conquistando poder político por toda a Alemanha, Moravia e região. Seus seguidores foram duramente perseguidos por ordem do papa e praticamente exterminados.

Girolamo Savonarola

Também conhecido como Jerônimo Savonarola, nasceu em 14 de Setembro de 1452 no Ducado de Ferrara, Itália. Desde garoto tinha interesse pelas coisas espirituais, movido pelo desejo de fazer a vontade de Deus, decide ingressar na “Ordem dos pregadores de São Domingos”.

Foi professor de teologia na cidade de Bolonha onde se destacava por suas pregações, era o João Batista de sua época. A convite de Lourenço de Médicis que era o administrador da cidade de Florença, em 1490 Savonarola se mudou para lá. Florença era uma das principais cidades em que o movimento renascentista se desenvolvia, Lourenço de Médicis também incentivou e patrocinou a criação da “Escola Filosófica Neoplatônica”, também se destacava na pintura e foi de Florença que surgiu a técnica de pintura a óleo.

O convite de Médicis foi devido o conhecimento e eloqüência de Savonarola que trariam à cidade ganho na área da teologia. Suas pregações eram inflamadas e denunciadoras, combatia o poder do clero que constantemente se envolvia em questões políticas trazendo todo tipo de malefícios aos pobres, se indignava pelo grande contraste entre o povo e o clero que ao lado dos ricos os oprimiam, combateu a imoralidade, a idolatria e as indulgências.

Foi Prior do Mosteiro de São Marcos e devido sua grande capacidade foi convidado a ensinar em outros conventos. O papa de sua época foi Inocêncio VIII (1484‐1492) homem depravado, teve 16 filhos com várias mulheres casadas, praticava a simonia que era a venda de cargos eclesiásticos por dinheiro, dentre suas barbaridades está o mandato para o extermínio dos Valdenses e por tudo isso Savonarola o combatia e o enfrentava.

Inocêncio VIII foi sucedido por Alexandre VI que em nada foi melhor que seu antecessor e continuou a perseguição contra Savonarola que ia contra suas atrocidades. Os historiadores atribuem a Savonarola muitas profecias que se cumpriram cabalmente em seu tempo, dentre elas foi um sonho em que Deus lhe revelava sobre a morte de Lourenço de Médicis do papa Inocêncio VIII e do rei de Nápolis em um ano, e como foi o sonho assim aconteceu.

Depois destas mortes o rei Carlos VIII rei da França invadiu a Itália pretendendo assolar o povo, porém com a intervenção de Savonarola houve um acordo com o rei que trouxe muitos benefícios para cidade despertando a inveja do papa Alexandre VI. Foi convidado para ocupar o cargo de cardeal que o colocaria em submissão direta ao papa, e não aceitou trazendo mais desconforto ainda.

Devido a disputas por poder político e religioso o papa enfurecido excomungou Savonarola, com isso o povo foi afligido devido restrições que foram feitas à cidade que agora sofria dificuldades econômicas e miséria.

Finalmente em 1498 foi preso e levado juntamente com dois fiéis amigos, frei Silvestre e frei Domingos; foi acusado falsamente e não tendo como provar, torturaram‐no por quarenta e cinco dias, julgaram-no como caluniador e inventor de falsas profecias.

Na praça de Florença os três foram levados à fogueira, seus dois amigos morreram primeiro enquanto as chamas queimavam seu corpo maltratado até consumi-lo totalmente. Seu nome nunca foi esquecido e seu trabalho viria a influenciar o maior nome da reforma protestante.

Origem da Reforma Protestante

Lutero- reforma protestanteO processo de centralização monárquica que dominava a Europa desde o final da Idade Média, tornou tensa a relação entre a Igreja e o estado, que era representado pelos reis. Naquela momento, a Igreja Católica Romana detinha o domínio espiritual sobre a população e do poder político-administrativo de todos os reinos.

A Igreja – possuidora de grandes extensões de terra – recebia tributos feudais controlados em Roma pelo Papa. Com o fortalecimento do Estado Nacional Absolutista, essa prática passou a ser questionada pelos monarcas que também viram um forma de reter estes impostos no reino.

O povo leigo também estava descontente com a centralização da Igreja romana. Na Alemanha, os mosteiros e bispados possuíam imensas propriedades. Muitas vezes, os bispos e os abades viviam às custas dos trabalhadores da cidade e dos campos.

A Igreja condenava as práticas capitalistas nascentes, entre elas a “usura” – a cobrança de juros por empréstimos – considerada pecado. Defendia a comercialização sem direito a lucro e o “justo preço”. Isto reduzia o poder de investimento da burguesia mercantil e manufatureira.

Tomismo e Teologia Agostiniana

Enquanto isso, dentro da própria Igreja, dois sistemas teológicos, o tomismo e a teologia agostiniana, se defrontavam. No entanto, a desmoralização do clero, que apesar de condenar a usura e desconfiar do lucro, veio com a prática do comércio de bens eclesiásticos.

O Alto clero fazia uso da sua autoridade para obter privilégios, e a venda de cargos na Igreja era uma prática comum desde o fim da Idade Média.

Dentre estes escandalos, o maior foi a venda indiscriminada de indulgências, que nada mais era do que uma forma de conceder perdão dos pecados em troca de pagamento em dinheiro a religiosos.

A Reforma de Lutero

A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero (1483-1546), monge agostiniano alemão, e professor da Universidade de Wittenberg. Crítico, negava algumas práticas comuns apregoadas pela Igreja.

Em 1517, revoltado com a venda de indulgências realizada pelo monge dominicano João Tetzel, Lutero escreveu em documento com 95 pontos criticando duramente a Igreja e o próprio papa.

Estas 95 teses foram pregadas na porta de uma igreja a fim de que seus alunos lessem e se preparassem para um debate em classe. No entanto, alguns estudantes resolveram imprimi-las e lê-las para a população, espalhando assim, as censuras à Igreja Católica.

Em 1520, o papa Leão X redigiu uma bula condenando Lutero e exigindo sua retratação. Lutero queimou a bula em público o que agravou a situação.

Em 1521, o imperador Carlos V convocou uma assembleia, chamada “Dieta de Worms”, na qual Lutero foi considerado herege pela igreja de Roma.

Acolhido por parte da nobreza alemã refugiou-se no castelo de Wartburg. Ali, se dedicou à tradução da Bíblia do latim para o alemão, e a desenvolver os princípios da Reforma Protestante, iniciando assim um movimento Cristão baseado somente nas Escrituras Sagradas como regra de fé e prática.

Em 1530, a Confissão de Augsburgo, escrita por Melanchthon, discípulo de Lutero, fundamentou a doutrina Luterana.

Em cada região, o movimento iniciado por Lutero assumiu características diferentes: na Alemanha teve a liderança de Martinho Lutero.

Na França e na Holanda, os princípios de Lutero foram ampliados por João Calvino. Na Inglaterra, conflitos entre o rei e a Igreja deram origem ao Anglicanismo.

Calvinismo

A revolta e os ideais de Martinho Lutero se espalharam por todo o continente europeu.

Suas ideias foram reformuladas por alguns de seus seguidores, particularmente pelo francês João Calvino (1509-1564).

Pertencente à burguesia e influenciado pelo Humanismo e pelas teses luteranas, Calvino converteu-se em ardente defensor dos ideais da Reforma Protestante.

João Calvino escreveu a “As Institutas da Religião Cristã”, que veio a tornar-se o catecismo dos Cristãos Reformados. Perseguido, Calvino refugiou-se em Genebra, na Suíça, um dos berços da Reforma Protestante.

Calvino estendeu o ideal protestante iniciado por Lutero, trouxe novos princípios, completando e ampliando a doutrina de Lutero.

Determinou que não houvesse nenhuma imagem nas igrejas, nem sacerdotes paramentados. A Bíblia era a base da fé Cristã Reformada, não sendo necessária sequer a existência de um clero regular.

Para Calvino, a salvação não dependia dos fiéis e sim de Deus, que escolhe as pessoas que deverão ser salvas (doutrina da predestinação).

O Calvinismo expandiu-se rapidamente por toda a Europa, mais do que o luteranismo. Atingiu os Países Baixos e a Dinamarca, além da Escócia, cujos seguidores foram chamados de presbiterianos; na França, huguenotes; e na Inglaterra, puritanos.

O Legado da Reforma Protestante

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

Em 2019 completam-se 502 anos do movimento desencadeado por Grandes Homens de Deus e levado a efeito por Martinho Lutero.

A Reforma Protestante está fundamentada em cinco pilares, que são conhecidos como os cinco “solas” (somente):

Sola Scriptura (Somente a Bíblia e toda a Bíblia);

Solus Christus (Somente Cristo);

Sola Gratia (Somente a Graça); 

Sola Fide (Somente a Fé); 

Soli Deo Gloria (Somente a Deus Glória).

E o lema da Reforma é “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est”, ou seja, “Igreja reformada, sempre se reformando”. O legado da Reforma é que devemos crer e ensinar esses cinco pilares, que são fundamentais para a saudade da igreja e da fé cristã.

O movimento da Reforma Protestante tirou a Igreja do desvio de rota e trevas em que se encontrava e a trouxe de volta para o caminho da luz. Porém não podemos nos acomodar, mas olhar para o legado deixado pelos reformadores, pois foi somente o inicio de uma transformação em que a igreja esta sendo submetida. A Igreja precisa continuar se Reformando a todo instante para que as práticas que não estão dentro dos padrões bíblicos sejam rejeitadas e que o povo de Deus se volte cada vez mais para a sua Santa Palavra. Esse movimento nos convida a analisarmos a caminhada da Igreja de Jesus a partir dos referenciais dos cinco solas continuamente.

Soli Deo Gloria.

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