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A Reforma Protestante – Breve Resumo

Manual GRATUITO Ensina Como de Forma Simples, Rápida e com Autoridade

Pr. Altemar Oliveira

Pr. Altemar Oliveira

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Neste Manual, o Pr. Altemar Oliveira mostra quatro maneiras de Identificar uma Seita e como Combatê-las de maneira Eficaz
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A Reforma Protestante – Breve Resumo


A Reforma Protestante – Breve Resumo

A Reforma Protestante foi o maior movimento de transformação religiosa na era moderna, o movimento rompeu a hegemonia do catolicismo romano como o detentor do Cristianismo verdadeiro no Ocidente.

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, um monge catolico fixou na porta da igreja do Castelo de Wittenberg as chamadas 95 teses que iam contra as práticas da Igreja Católica de então. Atualmente, cristãos protestantes todo mundo comemoram neste dia o “Dia da Reforma Protestante”.

A Pré-Reforma

A Pré-Reforma foi um período anterior à Reforma Protestante, e teve suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo,
Que que espalhou as bases ideológicas que Martinho Lutero tanto defenderia.

Pedro Valdo

Pedro Valdo era um comerciante de Lyon que se converteu ao Cristianismo em 1174 e com o tempo, passou a pregá-lo para o povo sem sequer possuir o cargo de sacerdote. Também renunciou suas atividades e os bens, que repartiu entre os pobres.

A denominação cristã criada por Valdo e seus seguidores possuía o nome de Valdenses. Eles reuniam-se em casas de famílias e grutas, clandestinamente.

John Wycliffe

No século XIV, o inglês John Wycliffe, considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversas questões sobre controvérsias que envolviam o cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana.

Wycliff defendia que o poder político deveria ficar apenas nas mãos do rei, pedia para o retorno da Igreja Católica à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas e que a igreja deveria limitar seu poder apenas às questões espirituais.

John Huss

João Huss - Reforma ProtestanteAinda mais tarde, uma outra figura importante surgiu, era João Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como hussitas.

Huss foi executado em 1415 – ao ser queimado vivo, seu último ato foi entoar o “cântico de Davi” Jesus filho de Davi tem misericórdia de mim]

Na sua morte profetizou: “ podem matar o ganso, mas daqui a 100 anos Deus suscitará um cisne que não poderão queimar. (Isso foi 102 anos antes de Martinho Lutero apregoar na igreja de Wittenberg as 95 teses, que deu início a Grande Reforma Protestante.

Origem da Reforma Protestante

Lutero- reforma protestanteO processo de centralização monárquica que dominava a Europa desde o final da Idade Média, tornou tensa a relação entre a Igreja e o estado, que era representado pelos reis. Naquela momento, a Igreja Católica Romana detinha o domínio espiritual sobre a população e do poder político-administrativo de todos os reinos.

A Igreja – possuidora de grandes extensões de terra – recebia tributos feudais controlados em Roma pelo Papa. Com o fortalecimento do Estado Nacional Absolutista, essa prática passou a ser questionada pelos monarcas que também viram um forma de reter estes impostos no reino.

O povo leigo também estava descontente com a centralização da Igreja romana. Na Alemanha, os mosteiros e bispados possuíam imensas propriedades. Muitas vezes, os bispos e os abades viviam às custas dos trabalhadores da cidade e dos campos.

A Igreja condenava as práticas capitalistas nascentes, entre elas a “usura” – a cobrança de juros por empréstimos – considerada pecado. Defendia a comercialização sem direito a lucro e o “justo preço”. Isto reduzia o poder de investimento da burguesia mercantil e manufatureira.

Tomismo e Teologia Agostiniana

Enquanto isso, dentro da própria Igreja, dois sistemas teológicos, o tomismo e a teologia agostiniana, se defrontavam. No entanto, a desmoralização do clero, que apesar de condenar a usura e desconfiar do lucro, veio com a prática do comércio de bens eclesiásticos.

O Alto clero fazia uso da sua autoridade para obter privilégios, e a venda de cargos na Igreja era uma prática comum desde o fim da Idade Média.

Dentre estes escandalos, o maior foi a venda indiscriminada de indulgências, que nada mais era do que uma forma de conceder perdão dos pecados em troca de pagamento em dinheiro a religiosos.

A Reforma de Lutero

A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero (1483-1546), monge agostiniano alemão, e professor da Universidade de Wittenberg. Crítico, negava algumas práticas comuns apregoadas pela Igreja.

Em 1517, revoltado com a venda de indulgências realizada pelo monge dominicano João Tetzel, Lutero escreveu em documento com 95 pontos criticando duramente a Igreja e o próprio papa.

Estas 95 teses foram pregadas na porta de uma igreja a fim de que seus alunos lessem e se preparassem para um debate em classe. No entanto, alguns estudantes resolveram imprimi-las e lê-las para a população, espalhando assim, as censuras à Igreja Católica.

Em 1520, o papa Leão X redigiu uma bula condenando Lutero e exigindo sua retratação. Lutero queimou a bula em público o que agravou a situação.

Em 1521, o imperador Carlos V convocou uma assembleia, chamada “Dieta de Worms”, na qual Lutero foi considerado herege pela igreja de Roma.

Acolhido por parte da nobreza alemã refugiou-se no castelo de Wartburg. Ali, se dedicou à tradução da Bíblia do latim para o alemão, e a desenvolver os princípios da Reforma Protestante, iniciando assim um movimento Cristão baseado somente nas Escrituras Sagradas como regra de fé e prática.

Em 1530, a Confissão de Augsburgo, escrita por Melanchthon, discípulo de Lutero, fundamentou a doutrina Luterana.

Em cada região, o movimento iniciado por Lutero assumiu características diferentes: na Alemanha teve a liderança de Martinho Lutero.

Na França e na Holanda, os princípios de Lutero foram ampliados por João Calvino. Na Inglaterra, conflitos entre o rei e a Igreja deram origem ao Anglicanismo.

Calvinismo

A revolta e os ideais de Martinho Lutero se espalharam por todo o continente europeu.

Suas ideias foram reformuladas por alguns de seus seguidores, particularmente pelo francês João Calvino (1509-1564).

Pertencente à burguesia e influenciado pelo Humanismo e pelas teses luteranas, Calvino converteu-se em ardente defensor dos ideais da Reforma Protestante.

João Calvino escreveu a “As Institutas da Religião Cristã”, que veio a tornar-se o catecismo dos Cristãos Reformados. Perseguido, Calvino refugiou-se em Genebra, na Suíça, um dos berços da Reforma Protestante.

Calvino estendeu o ideal protestante iniciado por Lutero, trouxe novos princípios, completando e ampliando a doutrina de Lutero.

Determinou que não houvesse nenhuma imagem nas igrejas, nem sacerdotes paramentados. A Bíblia era a base da fé Cristã Reformada, não sendo necessária sequer a existência de um clero regular.

Para Calvino, a salvação não dependia dos fiéis e sim de Deus, que escolhe as pessoas que deverão ser salvas (doutrina da predestinação).

O Calvinismo expandiu-se rapidamente por toda a Europa, mais do que o luteranismo. Atingiu os Países Baixos e a Dinamarca, além da Escócia, cujos seguidores foram chamados de presbiterianos; na França, huguenotes; e na Inglaterra, puritanos.

O Legado da Reforma Protestante

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

Em 2019 completam-se 502 anos do movimento desencadeado por Grandes Homens de Deus e levado a efeito por Martinho Lutero.

A Reforma Protestante está fundamentada em cinco pilares, que são conhecidos como os cinco “solas” (somente):

Sola Scriptura (Somente a Bíblia e toda a Bíblia);

Solus Christus (Somente Cristo);

Sola Gratia (Somente a Graça); 

Sola Fide (Somente a Fé); 

Soli Deo Gloria (Somente a Deus Glória).

E o lema da Reforma é “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda Est”, ou seja, “Igreja reformada, sempre se reformando”. O legado da Reforma é que devemos crer e ensinar esses cinco pilares, que são fundamentais para a saudade da igreja e da fé cristã.

O movimento da Reforma Protestante tirou a Igreja do desvio de rota e trevas em que se encontrava e a trouxe de volta para o caminho da luz. Porém não podemos nos acomodar, mas olhar para o legado deixado pelos reformadores, pois foi somente o inicio de uma transformação em que a igreja esta sendo submetida. A Igreja precisa continuar se Reformando a todo instante para que as práticas que não estão dentro dos padrões bíblicos sejam rejeitadas e que o povo de Deus se volte cada vez mais para a sua Santa Palavra. Esse movimento nos convida a analisarmos a caminhada da Igreja de Jesus a partir dos referenciais dos cinco solas continuamente.

Soli Deo Gloria.

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